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Esta
página destina-se aos organizadores de Eventos do Clube. Aqui poderão
relatar as suas experiências. Basta enviar os textos e fotos (formato
.jpg), para o E. Mail do Clube e posteriormente serão incluídos
neste local.
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| Solicitamos
a colaboração de todos. |
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| 4º
Encontro Nacional - Sintra, 28-29 de Março de 1998 |
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Foi
em alto e em bom som que o João Carvalho, de forma expontânea
(pelo menos pareceu...!), durante o convívio no 3º Encontro
Nacional em Castelo Branco, soltou a seguinte frase:
- O próximo Encontro será em Sintra!Depois
virou-se para mim e acrescentou: Fernando tens que me ajudar, vamos organizar
o 4º Encontro em Sintra.
Estava decidido! Mãos à obra! |
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| Em
posterior reunião acordamos que eu ficaria com a organização
global e ele asseguraria a parte desportiva, pois tinha em mente introduzir
nos Encontros uma Prova de Regularidade Histórica e então,
nada melhor que as classificativas de Sintra para erguer o seu primeiro
projecto |
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Ora
bem, pensar num Encontro Nacional em Sintra era tentar aliar um local classificado
como Património Mundial e as suas implicações culturais
e paisagísticas, com o historial desportivo dos Ralis, em que o 124
Spider se integrava por direito próprio. Estava dado o mote para
as linhas gerais de orientação, que presidiram ao 4º
Encontro Nacional dos 124 Spider. |
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Bem
vistas as coisas, era de facto o 2º Encontro organizado por um spiderista.
O anterior, em Castelo Branco, que o José Nave e a Luisa nos ofereceram,
fora exemplar. As pessoas conheciam-se mal. Havia o desejo de agradar, de
manter o nível, se possível elevá-lo, numa perspectiva
de criar um ambiente de bem estar. As dúvidas eram reais, mas aí
prevaleceram, sem hesitação, as ideias que eu e a Eugénia
fomos cimentando à medida que se delineava o figurino do Encontro.
Sem recursos económicos, sem patrocínios e sem querer encarecer
os custos aos futuros inscritos, contou a nossa boa vontade e a boa vontade
dos nossos amigos para erigir um projecto que, sem dúvida, deu muito
trabalho. |
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Escolhemos
o Hotel Tivoli-Sintra, por ser simpático e por estar no coração
da Vila. O palácio de Seteais seria uma referência e um bom
local para um beberete. Obter um diploma no Cabo da Roca para cada um dos
participantes seria engraçado. Ter animação musical
durante o convívio seria interessante. Desfilar com os carros pelo
centro da Vila sob os olhares dos numerosos turistas, seria aliciante. O
passeio de Spider não deveria ser muito longo, mas sim vistoso, e
ter como percurso a Vila e as três tradicionais classificativas do
Rali de Portugal: Lagoa Azul, Peninha e Sintra. |
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Lá
tivemos que fazer os trabalhos de casa, tais como, inventar o logotipo,
imprimir placas identificadoras dos condutores, porque mal nos conhecíamos,
arranjar uma pasta com uns brindes simbólicos para todos, e por adenda,
imprimir as ementas com o símbolo do Encontro etc, etc, e claro,
escrever e enviar as cartas aos spideristas. |
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| Nunca
tinha feito tantas deslocações a Sintra e nem as voltei a
fazer. Desde Novembro a meados de Fevereiro e todo o mês de Março
foram inúmeras as visitas à Vila, sempre sob um sol radioso,
que fazia antever um fim de semana lindo. A marcação da data
do Encontro teria ser feita antes de Abril, porque depois o hotel queria
as reservas para a Expo 98. Os pedidos de colaboração sucederam-se.
A Câmara Municipal de Sintra, só de ouvir falar em automóveis
fechou as portas e trancou as janelas, tal a poluição que
iríamos provocar na serra! O Turismo lá nos arranjou uns panfletos
de propaganda para meter na pasta. A polícia dispôs-se a colaborar
desde que o honorário fosse concordante. E como é que eu conseguiria
arranjar o estacionamento em frente ao hotel para os potenciais participantes?
Pagando, é claro..! Lá teve que ser..! |
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Bem,
mas o nosso empenho pessoal tinha tanto entusiasmo que superou todas as
barreiras. Além de várias ajudas, ainda conseguimos a colaboração
de fadistas profissionais, que aceitaram ir a Sintra cantar, gratuitamente,
para o nosso grupo. |
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Mas
quanto ao S. Pedro..? Ah, a esse senhor é que não consegui
dar a volta..! Nem me quero lembrar..! Depois de tantas semanas de sol aberto,
previa-se chuva para o "meu" fim de semana? E já com 26
inscrições recebidas? |
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Acho
que ninguém consegue imaginar a minha angústia na véspera
do Encontro. Chovia a cântaros e previa-se o mesmo para todo o fim
de semana. Quem é que teria a coragem de vir a Sintra de Spider,
debaixo de um temporal tamanho? Só de loucos! E sabendo que a maioria
vinha do norte? Teriam coragem? |
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Entre
as duas e as três da manhâ daquele sábado estava eu com
os polícias, debaixo de chuva, a delimitar com fitas o espaço
de estacionamento que precisaria para todos os carros inscritos. Precisaria
mesmo desse espaço? Será que vinham? Claro que não
dormi naquela noite! |
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Depois
de ter cortado relações com o S. Pedro.., foi com grande nervosismo
que comecei a aguardar e a orientar a chegada dos carros. Eu nem queria
acreditar! Só faltou um! As histórias que eu ia ouvindo à
chegada dos participantes, não sei se davam para rir ou para chorar.
As capotas metiam água por todo o lado, os tapetes estavam alagados,
(para não falar nos sapatos), os limpa pára-brisas caíam
obrigando os condutores a parar para os apanharem
(não se podiam
perder de forma nenhuma!). Mas o facto é que 25 Spideres estavam
ali todos estacionados em espinha em frente ao hotel Tivoli-Sintra! |
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Que
friso magnífico..! Que grandes heróis..!
Estava demonstrado o espírito do grupo spiderista. Fiquei sem palavras
sem
comentários! A resposta estava dada. Comparecer num Encontro dos
124 Spider estava acima de qualquer contrariedade meteorológica. |
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Debaixo
daquele dilúvio cumpriu-se o programa, mas o temporal fez "meter
muita água", a diversos níveis. O desfile não
foi visto, os turistas não estavam lá, a paisagem não
foi apreciada, as classificativas ficaram escondidas no nevoeiro, sair dos
carros no Cabo da Roca foi impossível e entrar no palácio
de Seteais foi um pesadelo. Durante o beberete fui premindo as teclas do
piano, que me pareciam molhadas e escorregadias. Apesar de tudo, aquele
momento devolveu-me alguma tranquilidade. Já no hotel, a reunião
dos spideristas foi quezilenta e não me deixou boas recordações.
E a chuva continuava..! A deslocação dos fadistas, que estavam
a trabalhar no Sr. Vinho, tornou-se muito mais complicada e depois do jantar
eu já não sabia o que dizer aos participantes, para justificar
que o programa da noite ainda não tinha acabado! Estávamos
à espera dos artistas que deveriam comparecer no meio de uma noite
de chuva e nevoeiro..! |
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Mas
por fim chegaram, já noite dentro, e cantaram, e bem, para nós!
A manha de Domingo foi melhor em termos de meteorologia, fez-se a Regularidade
organizada pelo João e pelos seus amigos. Lá que se perderam
quase todos no trajecto, foi uma verdade, mas o almoço, a entrega
de prémios, e os "finalmentes" que se seguiram, foram recompensadores.
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Até
hoje, sete anos depois, ainda não consegui fazer as pazes com o S.
Pedro, mas tal como na data do 4º Encontro Nacional dos 124 Spider,
continuo tranquilo porque tenho consciência que fiz tudo o que estava
ao meu alcance, para a realização de um evento ao nível
dos amigos spideristas. Obrigado a todos os que me deram a alegria de ter
comparecido. |
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| Não
posso também deixar de agradecer ao Jorge Conceição
por todo o trabalho gráfico que nos disponibilizou, aos artistas
Jorge Fernando, Alexandra, Flora Pereira e guitarristas que nos deram a
sua música e ainda à Eugénia, a minha mulher, que ofereceu
a gestão e muita mão de obra, que foram essenciais na organização
deste 4º Encontro Nacional do 124 Spider. |
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Fernando
Borges |
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Lisboa,
25 de Julho de 2005 |
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| Este
espaço destina-se à publicação de fotos dos
eventos do Clube. Aguardamos a colaboração dos associados
no envio de fotos (formato .jpg), com a devida identificação
do evento a que se referem, para o Email do Clube. |
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| XIII
Encontro / Taipas 2003 |
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| XIV
Encontro / Vimeiro 2003 |
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| Autoclássico
/ Exponor 2003 |
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| XV
Encontro / Braga 2004 |
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| Autoclássico
/ Exponor 2004 |
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| Motorclássico
2006 |
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